top of page
WhatsApp Image 2022-05-17 at 16.18.24 (7).jpeg

Curso de Joalheria Contemporânea

Disciplinas Avulsas

Aqui, você tem a liberdade de moldar sua formação escolhendo disciplinas conforme seus interesses, disponibilidade e ritmo de aprendizado.

Quem
Somos

Somos uma escola independente que tem como objetivo a pesquisa e o desenvolvimento na joalheria contemporânea com enfoque em cultura brasileira, aberta para todos os países lusófonos, visando estimular este campo de forma sólida e consistente.
Promovemos a interdisciplinaridade através de aulas teóricas e práticas, entrelaçando arte, história, corpo, folclore, filosofia, técnicas de ourivesaria, desenho, bordado, entre outros.

Nosso Objetivo

Proporcionar um espaço de diálogo, aprofundamento e construção na joalheria para pessoas que queiram desenvolver sua própria linguagem, sem abrir mão das técnicas tradicionais de ourivesaria e saberes ancestrais, aliados às novas tecnologias.
Pretendemos estimular o pensamento crítico, o processo criativo, a investigação e a experimentação, preparando os alunos para este mercado.

Devolver a saúde, a função, orientar e trazer o sorriso transformador como consequência (1

Como Funciona

AF_SIMBOLOS-04.png

Formato híbrido: aulas online e presenciais

AF_SIMBOLOS-04.png

Não é necessário ter conhecimento prévio em joalheria

AF_SIMBOLOS-04.png

É possível fazer disciplinas avulsas, possibilitando uma formação pontual

AF_SIMBOLOS-04.png

Presente em qualquer parte do Brasil e do mundo, com escolas parceiras para as práticas de bancada

AF_SIMBOLOS-04.png

Aulas ministradas em

Português

AF_SIMBOLOS-04.png

Certificado após conclusão de cada programa

Tema do Semestre

“Musica de Intervenção: Joias Políticas. Joias de Poder”

Neste semestre Algures trabalhará o tema abordado para a 2ª Bienal de Joalheria Contemporânea de Lisboa, refletindo sobre a forma como as joias expressam e representam o tema “Joias Políticas. Joias de Poder”.
Passados 50 anos da revolução de 25 de Abril, os valores da democracia, liberdade e igualdade foram o mote da mudança do regime em Portugal, culminando na Revolução dos Cravos e a derrubada de Salazar, chegando assim ao fim dos 41 anos de ditadura. Em abril de 2024 fará 60 anos que os militares tomaram o poder no Brasil, instaurando a ditadura que vivemos por 21 anos. Será nesse paralelo que Algures participará dessa edição da Bienal, em que as escolas são convidadas a trabalhar estes temas abordados usando a música de intervenção como fonte de inspiração.

O que você vai aprender na

HISTÓRIA DA JOALHERIA

A joalheria existe desde os primórdios da humanidade e, no entanto, em comparação com as outras artes, é pouco estudada. Todos sabemos o que é uma joia, ou pelos menos todos temos uma imagem de joias, que, na verdade, pode não corresponder aos trabalhos mais contemporâneos dos artistas joalheiros da atualidade. A abordagem tradicional foca as joias de materiais preciosos, de aparato e muito do que sabemos sobre as culturas mais antigas vem de informação de joias encontradas em sepulcros.Mas de que falamos quando falamos de joia? O que é a joalheria contemporânea?Esta disciplina não pretende dar respostas, mas antes dar alguma informação para pensar nas perguntas. A joalheria contemporânea, ainda que tendo feito cortes radicais com a tradição, situa-se numa continuidade história que não podemos ignorar e que qualquer artista-joalheiro deve conhecer. Iremos percorrer a história da joalheria desde os seus primórdios, parando no alvor da contemporaneidade, que será assunto de um outro curso. Desde as primeiras conchas furadas encontradas em jazidas arqueológicas até ao início do século XX, procuraremos ver a continuidade mas também as diferenças nas joias e na relação da humanidade com elas, as funções que cumprem, a relação com o corpo e, sobretudo, mostrar muitas peças, criando um registro iconográfico que nos inspire e nos ajude nos nossos trabalhos.

Segunda-feira - 09:00 - 10:30
marta costa reis_edited.webp

Marta Costa Reis

Comecei a estudar joalheria em 2004, como hobby, em paralelo com outras atividades profissionais, tendo optado por me dedicar totalmente a este trabalho em 2014. Completei o curso de joalheria do Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa, e o Curso Avançado de Artes Plásticas na mesma escola, para além de oficinas com professores conceituados como Iris Eichenberg, Ruudt Peters, Lisa Walker e Eija Mustonen entre outros.
Para além de artista-joalheira, ensino história da joalheria no Ar.co e outras escolas e ocasionalmente escrevo sobre joalheria para algumas revistas e faço curadoria de exposições. Exponho regularmente em Portugal e no estrangeiro e tenho peças em algumas grandes coleções de joalheria contemporânea.
Sou membro do Board do Art Jewelry Forum.
Nasci em Lisboa em 1968 e aqui vivo.

O que você vai aprender na

TÉCNICAS DE FUNDIÇÃO

Na joalheria a fundição se faz muito presente. Ela tem início entre os anos de 8000ac e 3000ac, com o cobre, primeiro metal a ser fundido pelo homem, tomando uma importância ainda maior na idade do bronze quando surgem as ligas de metais e assim vai nos seguindo ao longo de nossa evolução.

Vemos hoje diferentes maneiras de se fundir um metal para diversas finalidades, desde formas mais primitivas até as mais tecnológicas.

Neste semestre elegemos algumas técnicas de fundição usadas na joalheria que iremos abordar e experimentar. Determinados processos serão ilustrados para ajudar a compreender o comportamento do metal e suas possibilidades, enquanto outras técnicas irão permitir o aluno a desenvolver peças em seu espaço de trabalho.

Será uma disciplina com aulas práticas, faremos constantes exercícios para que se possa explorar e se deparar com possíveis percursos e despertar novos interesses.

Segunda-feira - 10:30 - 12:00

Renata Porto

Formada em desenho industrial pela FAAP, fez especialização em joalheria contemporânea na escola Ar.Co em Lisboa. Com seu atelier aberto em 1998 começou a pesquisar e a aperfeiçoar seu trabalho autoral, levando suas peças para diversas exposições e publicações, entre elas se destacam: “Ferida Aberta” I Bienal de Joalheria Contemporânea de Lisboa, Portugal (2021); “The metamorphoses of pearls in contemporary and conceptual jewellery” – Galeria Putti – Letonia(2018); “Beijing International Jewelry Art Biennial” – China(2015 e 2013); Re-Trato – Simpósio En Construccion II – Chile(2015); Pin 10 anos – Sociedade de Belas Artes de Lisboa – Portugal (2014); Jewel Book 12/13 – “International annual of contemporary jewel art” - Belgica(2012); ThinkTwiceExhibition - MAD de Nova York – EUA(2010); Livro: “Jóias do Brasil desde a descoberta até o século 20” (2008); X ArsOrnataEuropeana – Museu de Arte Antiga de Lisboa – Portugal(2005); Biennale Internationale du Bijoux Contemporain, em Nîmes – França(2003).

Esteve envolvida em outras atividades com diferentes parceiros, entre elas: Curadora da exposição 10 anos do grupo Joya Brava, Chile (2020); Ministrou o curso de joalheria contemporânea na Escola Atelier Mourão, Rio de Janeiro (2019-2021); Ministrou o curso de extensão “joalheria contemporânea” na FAAP (2019); Organizou as exposições "Aquilo Que Abraça” e "De Mãos Dadas" com um ciclo de atividades para a II  e III Bienal Latinoamericana de Joyeria Contemporanea, em Buenos Aires (2018/21); Palestra na Sociedade Nacional de Belas Artes – Lisboa, Portugal (2016); Participou da mesa redonda de Arte Joalheria na UNICAMP (2010); Coordenou workshops e outras atividades de artistas estrangeiros no Brasil durante a direção do projeto Nova Joia (entre os anos 2008 e 2010).

renata_porto_77_edited_edited.jpg
O que você vai aprender na

JOALHERIA CONTEMPORÂNEA II

Trajetórias da Joalheria Contemporânea: Autores e Contextos

A joalheria contemporânea emerge com visibilidade pública na década de 1960, sendo nessa data denominada ainda como moderna e posteriormente como nova ou de autor. As designações para os novos trabalhos que surgiam obrigaram à busca e inserção de novas terminologias que expandiram o significado etimológico do termo joalheria. As aulas centram-se na redefinição e nos novos significados que adquiriu este segmento da joalheria, através da singularidade dos artistas que se afirmaram, reverberando a época e os contextos artísticos subjacentes até ao início do século XXI. Serão apresentados os trabalhos de um conjunto amplo de artistas de três gerações que tem como afinidade eletiva diversos tipos de vínculo a escolas e outros contextos, nomeadamente exposições, que motivaram múltiplos «pontos de encontro» internacionais em torno deste objeto de estudo. Falaremos de um tempo em que muitos países carecem ainda de investigação e análise de factos, ações e trajetórias de artistas que trabalharam no contexto desta disciplina. As aulas serão sustentadas com depoimentos de artistas, especialistas e outros, e por um corpo bibliográfico de referência sobre a joalheria contemporânea internacional. A consciência deste processo em construção moverá os alunos a participarem de modo ativo através de trabalhos de investigação que lhes serão propostos. Cada aluno deverá realizar, ao longo do semestre, uma cronologia gráfica, elencando diversos eventos e obras, facilitando uma leitura célere e sintética do período em estudo.

Segunda-feira - 9:00 – 11:00

Cristina Filipe

Cristina Filipe (Lisboa, 1965) é doutorada em Estudos do Património na Universidade Católica Portuguesa, Escola das Artes (2018) e investigadora do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes da mesma Escola. Mestre em Artes e Design no Surrey Institute of Art & Design (2001), com bolsas da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Fundação Calouste Gulbenkian, respetivamente. Estudou joalharia no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual (1984-1987), na Gerrit Rietveld Academie (1987-1988) e no Royal College of Arts (1992). Ensinou no curso de joalharia do Ar.Co (1989-2015), de que foi responsável entre 2004 e 2015, e no da ESAD, Matosinhos (2001-2007) e foi professora convidada em múltiplas escolas internacionais. Fundou e foi presidente da direção da PIN – Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea,  desde a sua fundação até  finais de janeiro de 2023.
Recebeu o Susan Beech Mid- Career Artist Grant do Art Jewelry Forum (2017) para a realização do livro Joalharia Contemporânea em Portugal. Das Vanguardas de 1960 ao Início do Século XX (2019). Expõe internacionalmente desde 1984. É, desde 2005, programadora e curadora de exposições de arte, simpósios e colóquios. Foi a criadora da Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa, cuja primeira edição teve lugar em 2021.

_EDU8043_edited.jpg
O que você vai aprender na

GEMOLOGIA

O objetivo da disciplina é apresentar conceitos importantes sobre as gemas (minerais e materiais biogênicos/orgânicos) usadas na joalheria. Abordaremos temas como: classificação do diamante lapidado segundo os 4 Cs (color, clarity, cut e carat) e das gemas de cor; produtos artificiais; principais produtores de algumas gemas; tratamentos; propriedades específicas; entre outros.Dessa forma, os participantes terão conhecimento para entender quais e como usar as pedras preciosas em seus projetos e como funciona esse mercado.

Segunda-feira - 11:00 - 12:00

Ana Piazza

Ana herdou do pai, geólogo, o amor pelas pedras preciosas. Esse encantamento perdurou e fez com que trocasse a carreira corporativa pelas gemas e joias.

Em 2008 formou-se gemóloga pelo Gemological Institute of America (GIA). Trabalhou na Sauer no setor de pedras e após mudar-se para São Paulo, atuou por muitos anos emitindo documentos de identificação de gemas para joalheiras/os, designers e joalherias e ministrando aulas particulares de gemologia. Desde 2015, é professora colaboradora do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais (IBGM) onde ensina as disciplinas de Noções de avaliação de joias e Estimativa de peso de gemas cravadas e em desenho de joias, Identificação de gemas de cor, Pérolas e madrepérolas, entre outras. Em 2016, criou a marca Ana Piazza Joias, joalheria autoral, que tem o propósito de eternizar momentos através das suas peças com gemas.

Ana Piazza foto.jpg
O que você vai aprender em

DESENHO

A disciplina irá abordar aspectos do desenho enquanto linguagem, de modo teórico-prático. Através de aulas expositivas e exercícios, serão abordadas questões relativas à construção de imagens, aspectos formais e conceituais do desenho, com ênfase na produção artística moderna e contemporânea. Os exercícios terão abordagem processual, visando instrumentalizar procedimentos para o desenvolvimento da percepção e do repertório gráfico dos alunos, bem como apurar a capacidade de leitura e reflexão sobre as imagens.

Apesar de ser uma disciplina focada em uma práxis visual, o entrecruzamento de linguagens terá destaque. Autores como Cesar Aira, Italo Calvino, Jorge Luis Borges serão alguns dos mencionados em aula, com textos específicos indicados. No campo da arte, Rosalind Krauss,Alberto Tassinari, John Berger, William Kentridge, entre outros, estarão entre as leituras.

Terça-feira - 9:00 – 10:30

Guilherme Dable

Guilherme Dable - 1976, Porto Alegre, onde vive e trabalha. É Doutorando em Poéticas Visuais pelo IA/UFRGS, tendo estudado também com Jailton Moreira, Charles Watson, entre outros. Foi um dos fundadores e co-gestor do Atelier Subterrânea, espaço independente baseado em Porto Alegre ativo entre 2006 e 2015. 

Sua pesquisa abarca principalmente as linguagens do desenho e da pintura, expandindo-se para investigações que flertam com a ocupação do espaço, não atendo-se somente aos suportes tradicionais das linguagens. O trabalho pensa relações entre arquitetura, paisagem e as características diagramáticas da linguagem do desenho, utilizando-se eventualmente de métodos não-convencionais para produzir desenhos, tais como instrumentos preparados ou a umidade dos sapatos. 

Realiza individuais desde 2009, entre as quais destacam-se: Não um tempo, mas um lugar, no MARGS (2022) e The radio was always on in the kitchen, Belmacz, Londres (2016). Entre as coletivas, incluem-se Apologue, Un-Spaced, Paris (2018), Em Polvorosa, MAM, RJ (2016), Secret Garden, NARS Foundation, Nova Iorque, Convite à viagem, Itaú Cultural, SP (2011-2013). Suas obras estão nas coleções públicas do MAM/RJ, MARGS/Porto Alegre, FVCB, Instituto Ling, MAC/RS, Casa do Olhar Luiz Sacilotto/Santo André, Coleção Gilberto Chateaubriand, entre outras.

Screen Shot 2022-06-09 at 2.31_edited.jpg
O que você vai aprender em

Projeto

As aulas de projeto serão conduzidas visando compreender o processo de investigação e de criação. O aluno será sempre estimulado a construir dentro das áreas de interesse que venha a descobrir e aprofundar.

Teremos aulas de projeto em todos os semestres, passando por diferentes etapas e desafios.Ao longo do primeiro semestre serão propostos exercícios com referência aos assuntos abordados nas diferentes disciplinas, inclusive as técnicas de joalheria aplicadas através das escolas parceiras. Traremos conteúdos e experimentações para desenvolver um olhar mais crítico e um trabalho coeso.

Exploraremos as possibilidades do nosso tema central do semestre

(Obs: - para fazer a disciplina Projeto é necessário estar inscrito em alguma outra disciplina Algures.)

Terça-feira - 9:00 – 11:30

Manuel Vilhena

1967 - Lisboa, Portugal
Começou a fazer jóias na adolescência aprendendo com mestres artesãos no Brasil e na Itália. Mais tarde, completou a sua formação como ourives em 1989. Curioso sobre o fenómeno da Joalheria Contemporânea, foi para Colónia estudar com o Prof. Skubic e mais tarde matriculou-se no Royal College of Art em Londres, com o Prof. Watkins, onde completou seu mestrado em 1998.
Em 1999 fundou a "Postcon" que promoveu a "Joalheria pós-contemporânea" e outras ideias improváveis. Algumas dessas estão contidos no livro "Do You speak Jewellery? © (1998)", um texto seminal para a teoria da joalharia contemporânea. Em 2015, abre "The Postcon Project", uma escola de educação artística, na Áustria. Em 2018 fecha a "Postcon" como projecto de Joalharia e passa a dedicar-se a programas de educação, educação artistica e treino de professores de arte.
Ensinou extensivamente em instituições relacionadas com Joalharia Contemporânea em todo o mundo, incluindo o Royal College of Art, a Faculdade de Joalharia Hiko Mizuno em Tóquio; Universidade de Silpakorn, Bangkok; Escola ARCO, Lisboa, o Colégio Shenkar, em Tel-Aviv, e a Escola Alchimia, em Florença, onde foi professor durante seis anos. Foi líder de workshop na Academia de Verão de Salzburgo por dois anos e teve uma cátedra na Academia Nacional de Artes de Oslo durante quatro anos. É um professor divertido e a maior parte do que diz é verdade.
Sua obra foi mostrada em vários países e fotos de suas peças podem ser vistas em vários livros sobre joias contemporâneas. O trabalho também está presente em algumas coleções públicas e privadas, incluindo a do Danner Rotunde, em Munique, e a do Victoria and Albert Museum, em Londres.
Pratica em todo o mundo com a intenção de desenvolver o potencial criativo das pessoas através das artes.

Screen Shot 2022-06-16 at 4.05_edited.jpg
O que você vai aprender na

CULTURA BRASILEIRA

A proposta do curso é explorar a Cultura Brasileira através da perspectiva da Antropologia da Arte. Para isso, partiremos dos principais conceitos de antropólogos da arte e sua aplicação e compreensão da cultura brasileira. Ao mesmo tempo, analisaremos a produção cultural indígena e quilombola brasileiros, visando estimular uma reflexão crítica sobre as interseções entre arte, cultura e identidade no contexto brasileiro. A fim de abarcar o conteúdo do curso, iniciaremos por uma introdução à antropologia da arte, passando por textos sobre a cultura indígena brasileira, seguida pela cultura quilombola e, por último, abordaremos outros contextos culturais para refletirmos sobre a construção da identidade brasileira através da expressão artística.

Terça-feira 10:30 - 12:00

Ana Videla

Ana Videla possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mestrado em Design pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e doutorado em Design pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com período sanduíche no Departamento de Antropologia da Universidad Autónoma Metropolitana (UAM), na Cidade do México. Pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA), no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Formada em Joalheria pelas Escolas Contacto Directo e Ar.Co, Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa. Foi professora de joalheria e coordenadora da Escola de Joalheria do SENAI-RJ. Tem experiência em desenvolvimento e produção de joalheria contemporânea. Publica textos e artigos sobre questões referentes à pesquisa em Design Antropologia, com ênfase nos aspectos culturais e religiosos dos artefatos. Atualmente é Professora Adjunta III do curso de Design da Universidade Federal do Cariri. Pesquisadora associada do NAIPE- UFRJ (Núcleo de Arte, Imagem e Pesquisa Etnológica) e Líder do grupo de pesquisa Benditos: Núcleo de Design Antropologia certificado pelo CNPq.

Screen Shot 2022-06-05 at 6.49_edited.jpg
O que você vai aprender na

JOALHERIA CONTEMPORÂNEA I

Os conteúdos reunidos neste curso são pontos de partida para várias reflexões sobre temas relacionados com a área da Joalharia Contemporânea, passando pela investigação de terminologia, contextualização internacional e análise de obras de autores fundamentais. Os participantes deverão igualmente adquirir competências que lhes permitam compreender o universo da Joalharia Contemporânea como resultado de um percurso cronológico, ao longo do qual foram surgindo necessidades e questões que conduziram a prática da joalharia para diversas direções. Objetiva-se para os participantes a construção de um discurso crítico acerca do contexto diversificado da Joalharia Contemporânea. Também se procurará desenvolver em cada um a consciencialização da distinção entre as diversas categorias da área alargada da Joalharia, no que diz respeito a abordagens, objetivos e funções. No final do curso, terão mais ferramentas para compreender como situar o seu próprio trabalho no contexto alargado da Joalharia e seus principais eventos.

Quarta-feira 9:00 – 10:30

Áurea Praga

Joalheira portuguesa, que desenvolve o seu trabalho na vertente contemporânea desta área. Pós-graduada na ESAD (Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos) na área de Joalharia, concluiu o projecto de mestrado em 2012. Foi docente na Licenciatura da ESAD e coordenadora do departamento de Joalharia até 2018. Desde então, tem vindo a explorar diferentes abordagens e materiais que utiliza para transferir significados para as suas peças de joalharia.

O seu trabalho é representado por galerias nacionais e internacionais e tem sido exposto em diversos eventos como New York Jewellery Week, Munich Jewellery Week, Lisbon Jewellery Biennal, Romanian Jewellery Week, entre outros.

Screen Shot 2022-12-05 at 5.38.57 PM.png
O que você vai aprender em

MATERIAIS

Um dos assuntos mais discutidos, analisados, questionados e experimentados é o material usado na joalheria contemporânea. Enquanto para uns se torna o ponto de partida do processo criativo, o próprio conceito, para outros é um caminho de descobertas e encantamentos.Para nós, é uma base essencial para que os trabalhos sejam desenvolvidos com conteúdo, além de ser de uma riqueza ímpar.Neste curso discutiremos os materiais a partir de diversos pontos de vista para que os alunos possam fazer escolhas conscientes e entender o porquê das suas opções. Passaremos pela experimentação e pesquisa com exercícios e peças, para que esta maneira de trabalhar possa se tornar um hábito para os projetos de cada um.Com referências do antropólogo Tim Ingold, aprenderemos a respeitar o material que passa por nossas mãos para ser transformado. Falaremos sobre o processo criativo discutido por Cecília Salles, e de que maneira o fazer se faz presente.Durante o semestre teremos a presença pontual de dois artistas com conteúdo técnico.Vamos entender a riqueza que temos nas mãos, literalmente.

Quarta-feira 10:30 – 12:00

Nicole Uurbanus

Nicole Uurbanus, holandesa, graduada em Culturas Comparativas pela Sophia University, Japão, se formou em joalheria na Japan Jewelry Academy (1983) em Tóquio. Continuou seus estudos no Brasil e abriu atelier em São Paulo. Seu trabalho é mostrado em exposições individuais (Black Horse Inn, SP; “Holanda Hoje”, São Paulo, Galerie Gutschmidt; Cecile van Eeden, Holanda) e coletivas (Kas de Alma Blou, Curação; Galeria Sasson, São Paulo, Galeria Année, Holanda; Casa E, Chile; Galeria Virgílio, São Paulo; I Bienal de Joalheria Contemporânea, Lisboa), entre outras. 

O “Ano dos Anéis”, 2002, exposto numa individual em São Paulo e na Holanda, foi um marco do seu trabalho pela ousadia de fazer um anel por dia pelos 365 dias daquele ano.  

Desenvolve trabalhos de joalheria contemporânea a partir dos próprios projetos, com outros artistas no Brasil e no exterior, e com o grupo Broca.  Leciona e orienta grupos de estudo. 

WhatsApp Image 2022-06-01 at 19.07.11.jpeg
O que você vai aprender em

CORPO

Neste semestre a disciplina Corpo cumprirá um percurso de estudos que visa oferecer um ferramental precioso para elaboração do tema proposto: “Joias Políticas”. Joias de Poder”.Pensar em joia é pensar em corpo. Assim, estar vivo implica em ter um corpo e faz da vida um ato político, já que é sobre ele que incidem as relações de poder, diz Foucault. Com as suas noções instrumentais e a leitura de partes de Vigiar e Punir e História da Sexualidade 1,investigaremos a docilização de nossos corpos e o nascimento da biopolitica. Seguiremos com O Calibã e a Bruxa de Silvia Federici que nos levará numa incursão ao corpo rebelde das mulheres. A partir daí, nos voltaremos ao corpo na arte: imagem, representação e presença, tendo Viviane Matesco, Roselee Goldberg e Eleonora Fabião como aliadas.A pergunta que nos atravessa inicialmente é: Quais as possibilidades que o complexo [CORPO+ORNAMENTO] pode oferecer à arte como resistência às forças hegemônicas?.

Quinta-feira 9:00 – 10:30

Elizabeth Franco

Elizabeth Franco é artista visual, mestre em Artes e Design. Graduou-se em Química Industrial na UFRJ em 1983. Cursou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage de 1986 até 1990 quando iniciou os estudos em ourivesaria. A partir de 1994 e por 25 anos, se dedicou à produção e comercialização de joias com desenho contemporâneo. Foi professora da Escola de Joalheria do Senai de 2004 até 2015. A partir de 2009 retornou à Escola de Artes Visuais do Parque Lage encaminhando seus estudos para Arte Contemporânea. Tem participação ativa no desenvolvimento do campo da joalheria brasileira, organizando em 2015 o Grupo de Estudos OCCO: Ornamentação Corporal Contemporânea promovendo pesquisa, exposições e eventos. Em 2018 tornou-se doutoranda em Artes e Design na PUC – Rio sob a orientação da professora doutora Denise Berruezo Portinari estudando arte contemporânea, corpo, processos de subjetivação, estética e políticas da existência.

IMG-20210302-WA0015_edited_edited_edited.jpg
O que você vai aprender na

FOTOGRAFIA

A fotografia será pensada a partir de três momentos complementares: linguagem; ferramenta;e processo. Nas primeiras aulas observaremos a fotografia como artefato da memória.Pensaremos sua capacidade de evocar o passado, mas também sua potência em registrar o presente e vislumbrar futuros. Iniciaremos pela linguagem fotográfica em seus formatos,materiais, proposições estéticas e poéticas. O repertório histórico e artístico estudado será fonte de conhecimento e inspiração ao traçar vínculos entre imagens fotográficas, objetos,e joalheria. O segundo momento é o de instrumentalização. Nele abordaremos a base do conhecimento técnico como: dispositivos fotográficos, tipos de iluminação, enquadramento,planos, composição, relação figura e fundo, e demais conhecimentos que permitam registrar melhor os processos de criação das obras. A fotografia poderá ser útil como ferramenta ao apresentar e divulgar as peças. No terceiro momento da disciplina os alunos criam uma peça experimental em joalheria, partindo da fotografia como material. Tal projeto e seus resultados serão registrados fotograficamente pelos alunos durante as etapas de pesquisa, criação das peças, e apresentação ao grupo.

Quinta-feira 9:00 – 10:30

Rochele Zandavalli

Rochele Zandavalli é artista, pesquisadora, professora e fotógrafa. Doutoranda em História, Teoria e Crítica em Artes Visuais pelo PPGAV/UFRGS, Mestra em Poéticas Visuais e graduada pelo Instituto de Artes da UFRGS. Pesquisadora hospedada pelo Institut de recherche sur le cinéma et l'audiovisuel (IRCAV)  na Sorbonne Nouvelle Paris III, com bolsa Capes Print 2023. Fotógrafa da Secretaria de Comunicação da UFRGS. Sua produção envolve coexistência entre tecnologias, fotoquímica, e processos experimentais. Tem interesse na potência mnemônica das imagens e na história das nossas representações, trabalhando anacronismos a partir de cruzamentos temporais, memoriais e projeções. Participou de diversas exposições coletivas e individuais, e de festivais como Rencontres d’Arles - Arles Books Fair 2023, França; Festival Zum mostra de fotolivros 2023, São Paulo, Brasil; Festival de Fotografia de Tiradentes 2019, Tiradentes, Brasil; Valongo Festival Internacional da Imagem, 2018, Santos, Brasil; Outono Fotográfico, 2017, Espanha; Paraty em Foco, 2017, Paraty, Brasil; Encontros da Imagem 2016, Portugal;. Pertence a coleções como a de Joaquim Paiva, em comodato com MAM/RJ; Museu de Arte Contemporânea MACRS; Museu de Arte do Rio Grande do Sul, MARGS; Pierre Bessard, Paris/França; DNA, Paris/França.

Rochele por Jean Marc-6_edited.jpg
O que você vai aprender na

GRAVURA E BORDADO

A fotografia será pensada a partir de três momentos complementares: linguagem; ferramenta;e processo. Nas primeiras aulas observaremos a fotografia como artefato da memória.Pensaremos sua capacidade de evocar o passado, mas também sua potência em registrar o presente e vislumbrar futuros. Iniciaremos pela linguagem fotográfica em seus formatos,materiais, proposições estéticas e poéticas. O repertório histórico e artístico estudado será fonte de conhecimento e inspiração ao traçar vínculos entre imagens fotográficas, objetos,e joalheria. O segundo momento é o de instrumentalização. Nele abordaremos a base do conhecimento técnico como: dispositivos fotográficos, tipos de iluminação, enquadramento,planos, composição, relação figura e fundo, e demais conhecimentos que permitam registrar melhor os processos de criação das obras. A fotografia poderá ser útil como ferramenta ao apresentar e divulgar as peças. No terceiro momento da disciplina os alunos criam uma peça experimental em joalheria, partindo da fotografia como material. Tal projeto e seus resultados serão registrados fotograficamente pelos alunos durante as etapas de pesquisa, criação das peças, e apresentação ao grupo.

Quarta-feira 9:00 – 10:30

Nara Amélia Melo da Silva

Três Passos, RS, 1982. Vive e trabalha em Porto Alegre, RS. Artista visual e professora do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS. Doutora em Artes Visuais pelo PPGAV/UFRGS com estágio na Université Paris I, Panthéon – Sorbonne. 

Seu trabalho envolve gravura, desenho, aquarela e bordado, em montagens que fazem referência ao livro e à página ilustrada. Através destes processos cria narrativas visuais de caráter fantástico, evocando as estranhamente familiares relações entre homem e animal, cultura e natureza. 

Participou das exposições “Transbordar: transgressões do bordado na arte contemporânea”, SESC/São Paulo, 2021; “Bestiário”, CCSP, São Paulo, 2020; “Synchronies Invisibles”, Fondation Taylor, Paris, FR, 2019. Em 2013 teve a exposição “O mundo é uma fábula” premiada no “VII Prêmio Açorianos de Artes Plásticas”. Em 2012 recebeu o Prêmio FUNARTE de Arte Contemporânea (MINC/Governo Federal), participou do Programa Rumos Itaú Cultural 2012/2013, e do Projeto “RS Contemporâneo”, do Santander Cultural. Em 2010 recebeu o Prêmio Aquisitivo no “Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo”. 

Screen Shot 2022-11-21 at 11.07_edited.jpg

SALA ABERTA

Destinado para todos os alunos Algures. Um espaço para tirar dúvidas e conversar sobre como cada aluno tem aplicado em seus trabalhos as disciplinas que estão frequentando.

Alice Floriano, Nicole Uurbanus e Renata Porto (Sextas-feiras 9:00 – 10:30)

ATENÇÃO

QUEM OPTA PELAS DISCIPLINAS AVULSAS PODE ESCOLHER QUALQUER UMA APRESENTADA NO CRONOGRAMA FUNDAMENTAL, COM EXCEÇÃO DE PROJETO QUE É PRECISO UMA SEGUNDA
DISCIPLINA E TÉCNICA DE JOALHERIA DUAS DISCIPLINAS. PARA JOALHERIA CONTEMPORÂNEA II É PRECISO PASSAR PELA JOALHERIA CONTEMPORÂNEA I.
A GRADE MUDA A CADA SEMESTRE.

Depoimentos

Ana Moraes - junho 2023

"Assim que me reorganizar, vou querer investir nas aulas de história, desenho, corpo e continuar com projeto, que adorei fazer. Renata é incrível. Estarei por perto da bancada, até porque comprei uma usada o mês passado 😊."
Screen Shot 2022-06-08 at 2.37.18 PM.png

JOIAS CONTEMPORÂNEAS

DISCIPLINA AVULSA

Escolha a disciplina e matricule-se

 Valor: 5X R$420,00 (cada disciplina)

19 de Fevereiro a 28 de Junho de 2024

bottom of page